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UnirG – Universidade de Gurupi
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Pesquisadora da UnirG desenvolve projeto de apicultura sustentável com comunidade indígena na Ilha do Bananal-TO


14 de Abril de 2026



Produção de mel na Aldeia Boa Esperança avança para a fase de inovação com potencial de startup indígena. Iniciativa alia geração de renda, preservação ambiental e valorização dos saberes tradicionais do povo Iny.

 

A Universidade de Gurupi - UnirG avança em ações de pesquisa e inovação social com impacto direto em comunidades tradicionais. Um dos destaques é o projeto “Sabores e Saberes Iny: sustentabilidade e geração de renda com a produção de mel na Ilha do Bananal (Bidi tai rawynymyhỹre)”, desenvolvido na Aldeia Boa Esperança, território do povo Iny (Javaé).

A iniciativa é coordenada pela professora e pesquisadora Drª Marcilene de Assis Alves Araujo e tem como objetivo promover a apicultura sustentável como estratégia de geração de renda, preservação ambiental e valorização dos saberes tradicionais indígenas.

Segundo a coordenadora, o projeto parte da compreensão da apicultura como uma atividade alinhada à sociobiodiversidade e ao desenvolvimento territorial sustentável.

“Buscamos integrar a produção de mel ao respeito aos modos de vida da comunidade, articulando ciência, tecnologia e conhecimentos ancestrais. É uma proposta que fortalece a autonomia e o protagonismo indígena”, destacou.

Como etapa das ações estruturantes, foram entregues à aldeia Boa Esperança equipamentos essenciais para o manejo apícola, incluindo 12 colmeias completas em eucalipto, melgueiras adicionais, centrífuga manual em aço inox, fumigador, macacões de proteção e insumos técnicos, como cera alveolada e arame inox.

Segundo a professora, esses materiais garantem condições adequadas para um manejo apícola seguro, eficiente e com qualidade sanitária, fortalecendo a base produtiva da comunidade.

O projeto já apresenta resultados iniciais, com a produção ativa de mel, evidenciando a viabilidade da atividade no território. “Com essa etapa consolidada, avançamos para a segunda fase do projeto, voltada ao desenvolvimento de produtos derivados do mel, agregando valor e ampliando as possibilidades de inserção em mercados diferenciados”, destacou.

Com essa evolução, a iniciativa desponta também como um potencial modelo inovador de negócio, com perspectivas de estruturação da primeira Startup Deep Tech indígena da região. Promove ainda, a integração entre biotecnologia, saberes tradicionais e produção sustentável. “O empreendimento abre caminhos para soluções inovadoras alinhadas à bioeconomia, sustentabilidade e valorização da identidade cultural”, completou.

A iniciativa conta também com a colaboração da Drª Tayná Eloyane Barreto Rodrigues, doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual de Campinas. Ela irá atuar no desenvolvimento de produtos derivados do mel. “Sua contribuição técnica será fundamental para garantir qualidade, inovação e potencial de agregação de valor à produção, ampliando as possibilidades de inserção dos produtos em mercados especializados”, finalizou Marcilene.

O projeto “Sabores e Saberes Iny” se consolida como referência em inovação social e tecnológica na Amazônia Legal. A ação impulsiona a inclusão produtiva, o fortalecimento cultural e a geração de impacto econômico sustentável para as comunidades da Ilha do Bananal.

A professora Marcilene Araujo é ainda coordenadora do Observatório de Povos Tradicionais do Tocantins - OPTTINS e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Social - PPGES/UnirG. 

A pesquisa integra a segunda carteira do Centro de Desenvolvimento Regional - CDR Sul/TO, vinculado à Rede Deser, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins - Fapt.

 

Por Giselli Raffi - Jornalista

Fotos: arquivo pessoal






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