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UnirG – Universidade de Gurupi
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Professores da UnirG participam de capítulo de livro sobre estudos linguístico e cultural indígenas


23 de Fevereiro de 2021



Os professores da Universidade de Gurupi – UnirG, curso de Psicologia, Me Paulo Henrique Costa Mattos, de Pedagogia, Ma. Maria Leci de Bessa e de Letras, Dra. Marcilene de Assis Alves Araujo, participaram da publicação do livro Diálogos Etnossociolinguísticos, lançado recentemente pela Pontes Editores.  Professores da Universidade Federal do Tocantins – UFT foram os organizadores da publicação.

A obra apresenta estudos (sócio) linguísticos em contextos de formação escolar com reflexões e ressignificações em torno de variedades linguísticas, as relações interculturais entre língua, modo de vida e etnolinguística, a questão do etnodesenvolvimentismo no Tocantins, educação escolar indígena bilíngue e intercultural, saberes historicamente construídos pelas populações tradicionais tocantinense, produções textuais de alunos surdos, o perfil socioafetivo de crianças autistas e o seu processo de aprendizagem, a educação inclusiva e as dificuldades de aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental de alunos com transtornos de déficit de atenção/hiperatividade.

O sétimo capítulo foi escrito pelos professores Maria Leci e Paulo Henrique, que discute a questão da interculturalidade e educação escolar de comunidades tradicionais (Indígenas e Quilombolas). Nele, os autores colocam em evidência algumas reflexões sobre transdiciplinariedade e etnodesenvolvimentismo a partir da educação escolar indígena.

“O respeito à autonomia e à autodeterminação dos povos indígenas não pode ser pensado sem que haja o desenvolvimento de políticas públicas que propiciem uma educação voltada para atender as necessidades dos povos indígenas, com valorização dos seus conhecimentos, técnicas e cultura”, afirmou Mattos.

“Atualmente estamos vivendo um momento político em que o respeito a diversidade cultural indígena, a consciência ambiental, a inclusão social, a democracia, a alteridade e a melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas estão ameaçadas”, acrescentou Maria Leci.

Já a professora Marcilene Araujo participou do nono capítulo, junto com os professores da UFT, Francisco Edviges Albuquerque e Solange Cavalcante de Mattos - egressa de Letras-UnirG. Nele, os professores apresentam uma importante pesquisa bibliográfica a respeito da história, cultura e língua do povo Javaé. Foi analisado os reflexos das relações interculturais com o homem branco na vida do povo Javaé, que vive na Terra Indígena Parque do Araguaia, na Ilha do Bananal, em Tocantins.

O texto demonstra ainda o processo de dizimação e aculturação sofrido pelos indígenas, a exemplo do povo Javaé que preserva suas tradições culturais, modos de vida, rituais sagrados, língua materna (Inyrybé) e portuguesa, além das tradições.

 

“O Brasil é um país rico em diversidades culturais e étnicas. Dentre essas diversidades podemos destacar os povos indígenas, que hoje somam mais de 300 povos distintos, falantes de mais de 200 línguas, com diferentes culturas, formas de organização social e maneiras de lidar com as contradições do mundo em que vivem e produzem conhecimento”, falou Araujo.

A Dra. Marcilene Araujo também se destaca junto com a professora da rede pública do Maranhão, Adriana Gouveia de Sousa, no décimo quinto capítulo da obra. Neste, elas abordam sobre a “Educação Inclusiva e as Dificuldades de Aprendizagem nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: Um Estudo de Caso de Alunos com transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade – TDAH”.

A obra

Diálogos Etnossociolinguísticos foi organizado pelos professores da UFT, Drº. Francisco Edviges Albuquerque e Ma. Solange Cavalcante de Mattos. O livro possui três partes com diversos capítulos escritos pelos docentes da UFT e da UnirG.

O livro também traz o resultado de inúmeras pesquisas dos profissionais das duas Universidades enfocando a cultura, a língua e os saberes dos povos Javaé, Apinajé, Akwê-Xerente. Concentra a atenção no conceito de transdiciplinariedade que atravessa as várias reflexões em torno da Educação escolar indígena, de seu viés intercultural, multilíngue e seus desafios.

“A obra é uma importante coleta de pesquisadores tocantinenses que se destacam na temática Etnossociolinguística e do Etnodesenvolvimentismo, a partir de estudos variados e com riquíssimas experiências. São estudos aprofundados de questões fundamentais para os tocantinenses e brasileiros interessados nas temáticas tratadas”, finalizou Marcilene Araujo.

 

 

 

 






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