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23 de Outubro de 2026
Durante as atividades ocorreu o Encontro de Resultados Verticalisar. Segundo a coordenadora e pesquisadora do projeto, a Drª Miréia Aparecida Bezerra Pereira, coordenadora e pesquisadora, o projeto Verticalisar é um projeto de parceria internacional que envolve 3 países e tem a UnirG como ponto focal, “mas temos também a Universidade do Tocantins - UFT, Colômbia e Reino Unido, com instituições parceiras”.O objetivo principal é um protótipo de agricultura urbana como uma tecnologia sustentável de baixo custo, “e neste percurso também procuramos desenvolver um programa educacional e uma política pública, voltada para agricultura urbana para o contexto de Gurupi”, acrescentou a coordenadora.
Dentre os resultados
parciais, estão as visitas técnicas, que eram uma meta com a visita ao Reino Unido e Colômbia. “Também temos uma minuta de lei municipal e o programa educacional já está sendo estabelecido”.
O projeto foi dividido em subgrupos, nos quais cada grupo pôde apresentar o andamento dos trabalhos.
O vice-reitor da UnirG, Paulo Henrique Costa Mattos, apontou que o projeto Verticalisar é consolidado em diversos países. “A tecnologia e a ciência têm muito a contribuir para a vida das pessoas. Iniciativas como essa trabalham a inclusão social para o desenvolvimento, e o objetivo da UnirG é promover o desenvolvimento regional efetivo e real”.
O pesquisador e professor da UFT, Dr. Jacinto Pereira Santos, explicou sobre o mapeamento e o perfil dos agricultores em Gurupi na última década e que, apesar de utilizarem fertilizantes químicos, defensivos agrícolas ainda são poucos assistidos quando se trata de políticas públicas.
Jacinto ainda falou da importância do desenvolvimento social ao produzir mais alimentos em casa e cooperação para amenizar a insegurança alimentar. E ainda, sobre a relevância do desenvolvimento tecnológico para facilitar a venda do agricultor.
Apresentaram também os pesquisadores e professores: Ma. Adriana Terra, Drª Cláudia da Luz Carvelli e Philadelfio Alves Rodrigues Junior, e o pesquisador Jackson Borges de Carvalho. Eles enfatizaram sobre propor um playbook com leis de política pública municipal que seja viável, para ter um alcance nacional no futuro.
Programa Educacional
O terceiro subgrupo foi apresentado pelos integrantes, professores e pesquisadores: Lucivânia Carvalho Barcelos; Marcilene de Assis Alves Araujo; a pesquisadora Luciana Ribeiro Alves Costa; o pesquisador e colaborador da Bioterra Soluções Agrícolas Sustentáveis, Gilson Araújo de Freitas, e o acadêmico do 10.º período do curso de Fisioterapia da UnirG, João Pedro Pereira.
A equipe ficou a cargo de explicar o plano para levar educação às pessoas que serão beneficiadas pela ação desenvolvida pelas ações do grupo Verticalisar.
A pretensão é levar a educação ambiental e educação alimentar, incluindo o cultivo de horta vertical para alunos no próximo ano, além de formação para os professores.
Já está impresso o protótipo da Cartilha do Pequeno Agricultor, que tem o objetivo de ensinar as crianças a cuidar e monitorar o desenvolvimento dos alimentos.
Hidroponia como Ferramenta Educacional
A hidroponia é uma técnica de cultivo sem a necessidade de terra, apresentada no final da atividade do
grupo via Google Meet com a pesquisadora e integrante do Verticalisar da University of York e UK Urban Agritech/UKUAT, Alana Kluczkovski. Sobre o estudo piloto de educação especial que tem como tema “Hidroponia como Ferramenta Educacional para Crianças Neurodivergentes: da ideia à prática”.
Alana falou sobre a facilidade de interação das crianças neurodivergentes com esse tipo de alimento. "Por não envolver terra, esse tipo de cultivo é capaz de reduzir a ansiedade das crianças envolvidas, pelas cores e texturas padronizadas.
A “Máquina de Plantas”, como foi apelidada pelas crianças, despertou a curiosidade de maneira segura. Foram desenvolvidas atividades práticas personalizadas, como pintura com folhas cultivadas.
Edição: Luciene Marques - Ascom/UnirG